31 de outubro de 2015

Livro ou filme? • Psicose

Senhoras e senhores! Nosso duelo de hoje é entre dois gigantes do cinema/literatura que representam muito para a nossa cultura. Estamos falando das duas versões da obra Psicose, clássico do terror norte-americano que já tirou o sono de muita gente. Mas qual será o mais interessante: filme ou livro? É o que iremos analisar hoje - sem spoilers, como sempre!

30 de outubro de 2015

Artigo • A literatura de horror e seu falso conceito intrínseco de maldade

Vou contar uma história pra vocês. Dia desses eu estava indo trabalhar, e ao tomar meu lugar no ônibus tirei da bolsa o livro que estava lendo na semana, que no caso era A Noite dos Mortos Vivos, brilhante adaptação literária de John Russo do filme de mesmo nome dirigido pelo mestre dos filmes de zumbis, George Romero. Li esse livro em três dias (maravilhoso, aliás), logo, repeti esse processo de lê-lo no ônibus por três vezes. Notei que durante esses três dias, as reações das pessoas que por infelicidade do destino sentaram-se ao meu lado foram as mais diversas possíveis quando me viram tirar o livro da bolsa, e consequentemente, se depararam com o título "macabro". No primeiro dia, uma jovem me olhou assustada e ficou inquieta em seu banco até o ônibus chegar ao ponto em que ela desceria (que até hoje eu ainda não tenho certeza se era mesmo o ponto em que ela gostaria de ter descido desde o início). No segundo dia, um rapaz mudou-se para outro lugar vago, distante do meu. E finalmente, no terceiro dia, no exato momento em que tirei meu livro da bolsa, a senhora que estava sentada ao meu lado também fez o mesmo movimento e tirou também um livro de sua própria bolsa: a Bíblia Sagrada. Mas agora eu lhe pergunto: o que me difere de alguém por eu carregar em minha bolsa um livro de terror, e essa pessoa carregar na sua uma Bíblia?

Seria eu a personificação do "mal"?

19 de outubro de 2015

Resenha • O Diário de Helga (Helga Weiss)

A fascinante história de sobrevivência de uma garota que precisou crescer antes do tempo em meio à Segunda Guerra Mundial. Um relato emocionante sobre até onde o ser humano pode ir em prol de seus próprios interesses, massacrando seus semelhantes e sendo capaz de cometer atrocidades inimagináveis. Esse é O Diário de Helga, um livro que cativa ao mesmo tempo em que faz o coração se sentir pequeno demais para tanta dor e que nos deixa frente a frente com inúmeros questionamentos interiores: somos da espécie suja e perdida na maldade que mata, mas também somos da espécie que morre todos os dias, e renasce das cinzas.

5 de outubro de 2015

Resenha • Clube da Luta (Chuck Palahniuk)

Que Tyler Durden me perdoe, mas precisarei quebrar a primeira regra do clube da luta: falarei e muito do Clube da Luta! Eu preciso confessar que fui muito surpreendida com esse livro. Quando você se depara com um título como "Clube da Luta", você imagina que só vai ter pancadaria, não é mesmo? Obvious. Pois aqui estou para lhe dizer: tem pancadaria mesmo, e muita... Mas não é só isso. As coisas não acontecem dentro de um conceito vazio. Toda a obra é estruturada em um alicerce muito bem definido e projetado, com um objetivo a ser alcançado. Não subestime a obra e esvazie-se de preconceitos; este não é um livro feito apenas para homens socarem uns aos outros (ou até mesmo, de leitura exclusiva para homens), é um livro pra se refletir sobre muita coisa que estava adormecida dentro de nós e que provavelmente representa inúmeros comportamentos que continuamos realizando, sem nem ao menos nos darmos conta. É um livro que vai mudar a sua vida.

1 de outubro de 2015

Resenha • Extraordinário (R. J. Palacio)

Extraordinário é um daqueles livros que quando você pega nas mãos, não sabe muito bem o que vai encontrar. Não sabe se vai rir, se vai chorar, ou até mesmo como a história vai se desenrolar. Iniciamos o livro sabendo de uma única informação principal:  August Pullman – o nosso protagonista – é um garotinho de 10 anos que possui uma rara síndrome genética, cuja sequela mais grave é uma severa deformidade facial e algumas limitações em seu corpo físico. Ok, isso já é suficiente para imaginarmos uma centena de coisas, inclusive a típica pergunta "AVE MARIA, mas como será o rosto desse menino?" Com o passar das páginas você vai percebendo que uma questão que antes era tão relevante, se tornou um simples detalhe que você nem faz mais tanta questão de saber, perto de tantos feitos incríveis que esse mocinho foi capaz de fazer.